quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

O Sistema de Crédito

- este textinho irá sair no próximo jornal aqui da terrinha -

O sistema de crédito em vigor, tal como o próprio sistema monetário, é um atentado à liberdade do ser humano. Qualquer individuo que inicia a sua vida de “adulto responsável”, ao começar a trabalhar e a construir a sua vida torna-se automaticamente escravo perpétuo deste sistema. E nem é preciso contrair um crédito para o individuo se tornar num escravo do referido sistema, pois há quem o faça por nós.
Passo a explicar:
No sistema financeiro moderno cada euro no nosso bolso é devido por alguém a outro alguém, pois a única forma do dinheiro sair dos bancos, ou até mesmo ser criado, é através de empréstimos. E sempre que obtemos crédito de um banco, seja através do cartão de crédito ou de um empréstimo, o dinheiro é simplesmente criado pelo Banco Central e cedido.
Imagine que nunca contraiu um crédito bancário nem usou um cartão de crédito. Acha que isto faz de sí uma excepção no sistema? Não. O dinheiro que a sua empresa lhe paga no final do mês é fruto de um crédito que ela contraiu ou de um crédito que um cliente dela contraiu. Portanto, todo dinheiro que tem no bolso é fruto de um crédito que você ou alguém, a dada altura, contraiu. E é assim que o dinheiro circula. O Banco Central cria o dinheiro a pedido dos governos, o dinheiro é distribuído pelos bancos comerciais e depois chega aos particulares e as empresas, circulando entre eles permitindo as trocas comerciais e são o motor da economia.
Assim, se todos nós, conseguíssemos pagar os nossos créditos (particulares, empresas e governos), não haveria um único cêntimo em circulação e na prática os bancos deixariam de ter lugar na sociedade… Por isso foi criada uma pequena aresta neste processo…Um pequeno pormenor que não foi ainda mencionado. Um pormenor que torna todo este sistema imoral e fraudulento: os juros.
Quando um banco garante um empréstimo de um banco central ou um cidadão de um banco comercial, a quantia tem sempre que ser paga acrescida de juros. Ou seja, cada cêntimo que existe neste momento em circulação tem que ser devolvido a um banco, acrescido de juros. Mas se todo o dinheiro que existe vem de um Banco Central, e é distribuído por bancos comerciais através de crédito, de onde vem o dinheiro para pagar os juros?
É simples, não existe. Assim, a quantidade total de dinheiro que se deve aos bancos é sempre superior à quantidade de dinheiro que existe em circulação. E assim, será sempre preciso novo dinheiro para cobrir o défice perpétuo causado pela necessidade de pagar os juros. E de onde vem este dinheiro novo? Mais crédito. E isto é cíclico.
Isto implica que as falências fazem parte integrante do sistema e acabam por beneficiar o mesmo. Haverá sempre alguém de bolsos vazios a cair. Um documentário que vi uma vez sobre este tema, compara esta situação ao jogo das cadeiras. Sempre que a música parar alguém fica sem cadeira. Neste sistema, sempre que a “música” parar, alguém faliu. E é este o objectivo: passar a verdadeira riqueza das pessoas para os bancos, mesmo que isso implique a falência de indivíduos e empresas, pois se não conseguirmos pagar as prestações, eles vão tirar-nos os bens. E isto é particularmente grave, porque esta questão é inevitável.
Sendo o dinheiro devido por todas as pessoas e empresas no mundo aos bancos, sempre superior ao dinheiro em circulação, de vez em quando alguém não vai conseguir cumprir com as suas “obrigações”.
Em conclusão, se pensarmos bem, o sistema financeiro actual em uso na grande maioria dos Bancos Centrais no Mundo é de facto um sistema moderno de escravidão, uma vez que o dinheiro é fruto do débito e as pessoas quando estão em débito têm que trabalhar para o pagar. Mas se o dinheiro só pode surgir através de empréstimos (com juros), como pode a sociedade estar um dia livre de dívidas? Não pode e é este o grande objectivo.
É o medo de perder os bens e a luta contra a eterna dívida causada pela escassez de dinheiro em circulação e os juros que não podem ser pagos, que nos mantêm presos e submissos à elite que beneficia de tudo isto e que está no topo, pois todos nós trabalhamos indirectamente para os bancos. É de lá que vem o dinheiro e é para lá que ele volta invariavelmente.
"Ninguém é mais escravo do que aquele que se considera livre sem o ser."
Johann Wolfgang von Goethe
Façam perguntas, exijam respostas.

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Eu no jornal da terrinha outra vez

Vai sair mais um artigo da autoria do vosso José Carlos preferido no jornal A Noz (a menos que me censurem).

Assim que saia, posto aqui...

Eu sinto a vossa ansiedade... Tenham calma... Eu também esperei 9 meses para nascer e estou aqui que é um espetáculo.

Ou não...

Deixo-vos um miminho... Eu queria ser assim (escrito sem pinta de ironia)



Brák Iú Fókerzz

segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Saúde Mental

Eis um novo blogue da autoria de uma amigalhaça que eu nem sabia que gostava tanto de escreve.
É subordinado ao tema da saúde e tem apontamentos muito interessantes.
Vale a pena espreitar!


E calha bem porque saúde mental é algo que creio não possuir.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

...

(gosto disto de por sinais de pontuação como título é original...)

Bem sei que tenho andado afastado destas lides (bem sei igualmente que ninguém quer saber), mas tenho estado preso no meu quarto a fazer zapping em busca de um canal onde não esteja a dar o anúncio da Popota...

Não sei se já sabem mas eu ando a oferecer 10 euros a quem matar a Popota...

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

!

Ás vezes só são precisos 2 minutos para mudar a vida de uma pessoa.

Aqui o vosso Zé Carlos sabe disso.

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Natal estragado (para já)

Eu sei que ainda falta.
Eu sei que as coisas ainda podem mudar.
Eu sei...
Eu sei....
Eu sei....!

A questão que ponho é:
"Será que eu vou ter que levar, durante toda a quadra natalícia e todo o tempo que ainda falta até lá chegar, com a Popota a dançar e a fazer uma má cover dos Buraka??"

Como se o original não fosse mau o suficiente, tenho que levar agora com uma versão ainda pior, mas com um hipopótamo cor de rosa a dançar?!!?

O que aconteceu ás musiquinhas de Natal?
Exijo o anúncio das Fantasias de Natal de volta!!

S. Martinho

Saí do trabalho ás 22 e 15;
Conduzi freneticamente até casa da minha tia esganado por umas castanhinhas assadas;
Cheguei;
Galgei o jardim e atropelei tudo até à cozinha...


... Tinham-se esquecido de mim;
Comeram tudo;
Deixaram-me 6 castanhas, já frias e duras como pedra;
Não fosse a Dona Celeste ter-me oferecido um Panike com chocolate no intervalo, como prémio de sabe-se lá o quê, e estava eu ainda por esta hora sem nada no bucho...

Ainda diz que ter família e não sei quê... São todos iguais... pfff..

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Vendas.

Um amigalhaço está aí a vender um IMac pontente e praticamente novo.

Confiram:


Á venda em
http://www.miau.pt:80/leiloes/leilao.jsp?offer_id=7566275

e em
http://santamariadafeira.olx.pt/imac-24-4gb-ram-640gb-como-novo-iid-52277291

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Eu no Jornal

O meu texto "Crónica de um tipo que não percebe nada de nada" saiu hoje no jornal mensal aqui da terrinha. O texto está com o título "A Verdadeira Força da Mudança", na página 4 do jornal "A Noz".
Esta página é partilhada com um outro texto do Ex-Presidente da Junta, Agostinho Tavares, fazendo desta página uma das páginas mais interessantes de toda a história deste jornal.
Para além desta página, partilhada pelos dois maiores políticos da história desta terra, destaco ainda o interessante artigo sobre o ZigZag ao vivo no Europarque. Brutal.

Ainda estou a escolher o próximo texto para doutrinar esta malta.

domingo, 8 de Novembro de 2009

Sérgio, o leitor

O último livro que lí foi Duma Key.
Eram entre 500 a 600 páginas do melhor de Stephen King. E eu, que era avesso a leituras, fiquei apaixonado pela escrita do génio de Stephen King. Se já antes devorava os filmes, agora decidi que, sempre que seja para ler, será Stephen King!

E com isto hoje comprei 2 livros, em inglês claro, do dito senhor. "Just After Sunset" e "It". Vou começar a ler o "It" daqui a pouco. Tem mais de 1000 páginas... Promete.
O "Just After Sunset" não é para ler, é para ir lendo, pois é uma colectânea de pequenas histórias... E entretanto fico à espera de comprar o novo "Under the Dome", que sai dia 10 de Novembro nos Estados Unidos.
Já tive oportunidade de ler uma pequena sinópse e posso dizer, com muita alegria, que o Mr. King não vai desiludir.

Algumas pessoas nascem com um dom...